Porque me incomodo?

O que é o “certo VS errado”? Ou “bom VS mau”? Acredito que “errado/mau” existe apenas no dicionário, não em essência. Assim sendo, também não existe “certo/bom”. Tudo é uma questão de perspetiva e há sempre, pelo menos, 3 verdades: a minha, a tua e a verdade real.

Mas, afinal, o que é real? É o que me faz sentir, o que me faz vibrar! A minha verdade pode não ser a tua verdade, mas não há mal nenhum nisso, está tudo bem. Então, se está tudo bem, porque é que me incomodo, por vezes, com a verdade alheia? Porque é que há determinadas pessoas e situações que me tiram do “sério”, que mexem comigo, que me incomodam tanto?

Tod@s somos seres espirituais a viver uma experiência humana (podes reler o nosso artigo sobre espiritualidade, para compreender melhor) e uma das características do ser humano é a capacidade (por vezes necessidade) de projetar os nossos pontos “a melhorar” (há quem lhes chame negativos, maus ou fracos, mas, pessoalmente, prefiro mudar o “chip” da linguagem para uma abordagem mais “positiva”) para @s outr@s que nos rodeiam, sejam pessoas conhecidas ou não. Ou seja, tod@s nós, a certa altura da nossa vida, projetamos para outras pessoas aquilo que nos é desconfortável assumir dentro de nós. Seja aquilo que vulgarmente chamamos de “defeito”, seja uma memória ou um trauma, acaba por gerar menos desconforto se isso for reconhecido num outro ser, do que em nós própri@s. Afinal, é mais fácil apontar o dedo do que olhar para dentro de nós, não é? Para simplificar, é como se vivêssemos numa infinita sala de espelhos, onde eu vejo n@ outr@ aquilo que eu sou, aquilo que eu vivi, aquilo que eu sinto, aquilo que eu tenho de resolver, perdoar ou curar.

Lembras-te de falarmos da vibração e da lei da atração (podes reler os nossos artigos sobre estes temas, para ajudar a compreender melhor)? Pois bem, eu vou atrair para mim todas aquelas pessoas e situações que vibram na mesma frequência que eu. Vou atrair tudo o que me permitir evoluir espiritualmente e, como tal, tudo aquilo que me vai confrontar com os meus “demónios” (outra palavra que apenas simboliza o que está dentro de nós e não fora!), apresentando-se como uma oportunidade para eu resolver/perdoar/curar e, assim, evoluir.

Então, quando alguém tem determinado comportamento que me incomoda, quem está “mal” não é esse alguém. Sou eu que tenho algo a resolver em mim. Algum comportamento meu, ou até alguma memória, alguma situação/pessoa que precise de perdão, de cura, de resolução. Todas as oportunidades de relacionamento interpessoal são ótimas, para tomarmos consciência de nós própri@s e, assim, já estamos a dar os primeiros passos no nosso processo de cura.

“Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim” (Jean-Paul Sartre)

Tod@s nós temos uma história, vivências, memórias. Umas mais felizes do que outras. A única pessoa responsável pelo meu caminho, sou eu própri@! Sou a única pessoa com poder para decidir como vou reagir ou enfrentar determinada situação. Ninguém pode (nem deve) fazer o meu caminho por mim. Posso sim ter ajuda/orientação, mas é de minha única e exclusiva responsabilidade utilizar as ferramentas adquiridas, para caminhar e evoluir. A mudança começa dentro de cada um@ de nós!

Gratidão!

Maria Sacramento
Mestre e Terapeuta de Reiki
Mentora de Desenvolvimento Pessoal e Espiritual

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