Espiritualidade e (algumas) Leis Universais

Antes de mais, o que é a espiritualidade? Talvez seja melhor começar por aquilo que não é. A espiritualidade não é religião, não é espiritismo, não é bruxaria, não é algo de que se deve guardar só para nós por ser vergonhoso. A espiritualidade é a forma como cada um de nós sente e experiencia a vida. É a forma como cada um@ de nós se (re)conhece e (re)conecta com a verdadeira essência. É a forma como cada um@ de nós se lembra para o que veio e se conecta com o que @ rodeia. É isto e muito mais.

“Não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual, somos seres espirituais vivendo uma experiência humana”
Pierre Teilhard de Chardin

Desta forma e, como seres espirituais que somos, podemos chamar “espiritualidade” à forma como lidamos com a nossa experiência humana, neste belo planeta ao qual chamamos Terra. Desde a forma como eu me conecto e relaciono com o meu Eu Superior (ou divindade, essência, natureza ou como prefiram chamar), à forma como eu me conecto e relaciono com @s outr@s e com a realidade que me rodeia, tudo é manifestação da minha espiritualidade.

“A sombra é o caminho que nos conduz à nossa luz”
Sónia Moreira

Mas, sendo nós seres espirituais, não devíamos viver em harmonia, em estado “zen” e sem nos chatearmos? A resposta é: claro que não! Num dos primeiros cursos de Reiki nível 1 que ensinei, uma das minhas alunas (hoje uma grande amiga e companheira de jornada) perguntou-me “Maria, tu que és mestre de Reiki, nunca te zangas, pois não?”. Ainda hoje nos rimos muito e com carinho, dessa pergunta, pois ambas compreendemos que “zangar” faz parte da nossa experiência, como uma oportunidade para o nosso desenvolvimento pessoal e, consequentemente, a nossa evolução espiritual. Não precisamos estar sempre a cantar “hakuna matata”, ou a proclamar mantras, ou a fazer aquilo que acreditamos que é esperado, para viver uma vida plena de “bem”. Devemos, sim, prestar atenção a todas as oportunidades que vão surgindo na nossa vida e, pela forma como lhes reagimos, fazer o nosso caminho de forma a cumprir com o nosso propósito de alma, respeitando a nossa verdadeira essência.

De forma a ajudar a compreender um pouco melhor este tema, partilho aqui algumas das leis universais básicas, de forma muito resumida.

Nada acontece por acaso.

Dentro da minha miopia (vale o que vale), “acaso” e “coincidência” existem essencialmente no dicionário. Acredito que tudo o que acontece, tem um propósito, por muito difícil que, por vezes, possa ser compreender e/ou aceitar. Acredito, sim, em sincronicidades, em eventos encadeados que estão inter-relacionados. Acredito que cada um@ de nós se propôs a estar exatamente onde e como está, nesta experiência humana, de forma a cumprir o seu propósito de alma. Todas as experiências que vivenciamos, todas as pessoas que entram e saem da nossa vida, todas as oportunidades de crescimento (por muit@s, conhecidas apenas como dificuldades), fazem de nós quem somos hoje. Gosto muito da frase “somos um acaso cheio de intenção”, cuja autoria desconheço, mas faz-me todo o sentido e resume muito bem esta lei universal.

Nada do que aconteceu, poderia ter acontecido de outra forma.

Quantas vezes colocamos a nós própri@s a hipótese “se eu sabia o que sei hoje, teria feito de forma diferente”? Só que não! No passado, eu fiz o melhor que pude, com os recursos que tinha e com aquilo que eu sabia. E se fosse hoje, provavelmente iria fazer de igual forma. O passado já lá vai e, portanto, não temos como voltar atrás, mas temos sim a hipótese de aceitar que aconteceu como tinha de acontecer e, por algum motivo.

Tudo acontece no momento certo.

Eu vou receber na minha vida exatamente aquilo que eu desejo, quando estiver preparada para tal. Tudo na vida acontece quando tem de acontecer, no momento certo para que possamos crescer e, assim, contribuir para a nossa evolução espiritual.

Com isto, devo então cruzar os braços e esperar que as oportunidades caiam no meu colo? Claro que não! Devo empenhar-me para criar as melhores condições possíveis para que, quando chegar o momento, possa colher os frutos que semeei.

Lei da atração.

Eu atraio aquilo que sou e eu recebo aquilo que eu dou. Esta é uma das leias mais simples e, mesmo assim, nem sempre a conseguimos aplicar na nossa vida. Se comportamento gera comportamento, também pensamento atrai pensamento, logo se eu quero determinada realidade na minha vida, só depende de mim empenhar-me para a receber.

“A vida é como jogar uma bola na parede:
Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;
Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;
Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;
Se a bola for jogada com força, ela voltará com força.
Por isso, nunca ‘jogue uma bola na vida’ de forma
que você não esteja pronto a recebê-la.
A vida não dá nem empresta;
não se comove nem se apieda.
Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir
aquilo que nós lhe oferecemos.”

Albert Einstein

Se repetimos, vezes sem conta, o mesmo padrão de pensamentos e comportamentos, não podemos esperar obter um resultado diferente.

Quantas vezes nos queixamos de atrair sempre o mesmo tipo de pessoas para a nossa vida? É uma questão de ajustar a nossa vibração ao que realmente queremos atrair, ou seja, se eu quero perto de mim pessoas que vibrem no amor e na paz, vou começar primeiro por ser eu a vibrar nessa frequência e, assim, o resto virá a seu tempo.

“Quando a mudança começa em ti, já começaste a mudar o mundo”
Osho

Queres ou precisas de uma mudança na tua vida? Então começa por olhar para dentro, pois é de onde vêm as grandes mudanças!

Gratidão!

Maria Sacramento
Mestre e Terapeuta de Reiki

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